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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Dicas para Viajar de Moto - A Rota

  Algumas vezes, quando a viagem é curta ou se vai para destinos já conhecidos, não necessitamos de um planejamento muito grande, mas quando vamos encarar caminhos antes não percorridos por um longo período, normalmente costumamos fazer um planejamento um pouco melhor.  Quem acompanha as viagens que descrevo aqui, talvez não imagine como eu faço esse planejamento, então, na sequência vou compartilhar alguns passos que eu executo, e que possam ser seguidos por quem tenha interesse em agregar mais conhecimento.

  Vou enumerar abaixo, por ordem de prioridade, o que eu costumo considerar ao planejar a rota de viagem:

  1. Condição da estrada;
  2. Pontos de parada/abastecimento;
  3. Tempo de viagem;
  4. Rotas alternativas.


1. Condição da estrada.
  O que todos já fazem é olhar o caminho mais curto, ou aquele que passa por rodovias principais.  Mas outra coisa interessante é olhar se elas estão em boas condições ou passando por obras.  Atualmente, usando algum site de busca na internet, essa tarefa ficou bem mais fácil, pois basta procurar pelas rodovias que vai utilizar adicionando algumas "palavras-chave".  Exemplos: "condição rodovia XXXX", "rodovia XXXX em obras", "rodovia XXXX interditada", etc.  Um extra é pesquisar "rodovia XXXX acidente", que vai te ajudar a identificar os pontos mais perigosos.  Com esses passos provavelmente você vai conseguir evitar algum contratempo, escolhendo assim outro caminho, ou adiantando a saída para compensar um possível atraso.  Se mesmo assim você não encontrar, uma outra idéia é ligar para as polícias rodoviárias responsáveis, ou postos de combustíveis encontrados e pedir informações.  Se a mesma estiver sobre pedágio, tente descobrir quem é a concessionária responsável, pois muitas vezes até no próprio site dela tem as condições da rodovia. 


2. Pontos de parada/abastecimento.
  Muitas vezes queremos só chegar ao destino e esquecemos que o caminho pode nos proporcionar belas vistas, então, pesquisar sobre pontos turísticos do caminho e reservar um tempo para eles também é uma boa idéia, além de possibilitar que você pare para dar uma "esticada nos músculos" e ainda garantir boas fotos.  A autonomia do veículo também vai influenciar nessa hora, pois alguns consomem mais, ou menos durante uma viagem comparado ao deslocamento dentro da cidade, então, é importante calcular se é interessante parar para abastecer um pouco antes, pois o próximo trecho pode não dispor de um posto de combustível.  Existem alguns mapas rodoviários (Guia Quatro Rodas por exemplo), que exibem os principais postos de combustível.


3. Tempo de viagem.
  O veículo utilizado com certeza vai influenciar o ritmo do passeio. Algumas motos (ou outro veículo escolhido) são mais confortáveis que outras, o que vão demandar frequência de paradas maiores ou menores.  Aqui, a única maneira de descobrir é fazendo uma pequena viagem teste, para verificar por quanto tempo é possível pilotar (ou dirigir) ininterruptamente, assim será possível calcular o tempo total que você vai levar para percorrer todo o caminho com as paradas para descanso.  Outra dica é tentar sincronizar as paradas com os abastecimentos, e para que uma delas ocorra próximo ao horário do almoço (ou refeições).  Se a rodovia estiver sobre pedágio, lembre-se de deixar o dinheiro separado para agilizar o procedimento, e ainda neste assunto, se a viagem coincidir com algum feriado, lembre-se que pode encontrar filas nas praças de cobrança.  Essa dica está em terceiro, pois os dois pontos acima vão influenciar diretamente na velocidade média total da viagem.


4. Rotas alternativas.
  Devido nossa incapacidade de prever o futuro com exatidão, é importante ter um "segundo plano", então, reserve um pouco do seu tempo para verificar caminhos alternativos que podem te ajudar a não desistir de tudo em caso de problemas ao percorrer a rota principal.  E se precisar usar a Rota Alternativa, lembre-se, não tente ganhar tempo fazendo loucuras, pois um problema você já vai ter, não precisa arrumar outro.  Por esse motivo é bom sempre tentar sair antes, para que o alternativo não torne-se um grande contra-tempo.  Eu sempre levo comigo o mapa impresso (tenho o Guia Quatro Rodas) por garantia, afinal, se o GPS parar e a conexão de dados te abandonar, você ainda tem algo para consultar.


  Quando estiver debruçado sobre o mapa, lembre-se também de verificar as entradas ou bifurcações que podem causar confusão, e fazer você pegar o caminho errado.  Durante a viagem preste mais atenção nas placas do que no mapa, e decore na sequência o nome das cidades que vai passar, porque se o mapa estiver desatualizado, não vai sair tanto assim do caminho planejado (pelo contrário).
    Para saber se a rodovia está sobre pedágio, eu gosto de entrar no site da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, pois lá tem um mapa interativo que indica a rodovia e a concessionária responsável.

  Basicamente são esses os passos que eu executo, mas se quiser uma dica mais simplista, preste atenção na estrada usada e no tempo de viagem.  Vale lembrar que estas dicas são para viagens não muito elaboradas, pois quando trata-se de viagens internacionais ou caminhos exóticos, muito mais coisas devem ser consideradas.

  Se quiser ler mais a respeito, clique neste link e veja Dicas para Viajar de Moto - A Moto.     

  Abraço e boa viagem a todos!


quinta-feira, 1 de março de 2012

Mãos no Volante - Aplicativo Android

    Vou escrever sobre este aplicativo (Mãos no Volante) porque desta vez, na minha opinião, o "poder público" agiu de maneira inteligente.  Pelo nome talvez você esteja me achando louco, afinal, aplicativo para celular (smartphone) que tem Volante no nome, em um "blog de moto"?!?
    Calma que eu vou me explicar:
    Fiquei sabendo dele por um amigo e pelo nome também achei estranho, mas quando vi funcionando, achei ótimo.  O intuito dele é evitar que você receba ligações enquanto estiver pilotando/dirigindo, mas não é só isso.  Quando o aplicativo é iniciado, se alguém tentar te ligar ele encerra a chamada e na sequência envia uma mensagem SMS dizendo que você não pode atender no momento, mensagem esta que pode ser alterada, e no meu caso ele envia o seguinte: "Estou pilotando no momento. Ligo mais tarde".  Pode-se configurar também o tempo que ele vai ficar ativado (se quiser), para evitar esquecer ele ligado.
    Infelizmente ele está disponível somente para celulares com sistema Android, mas se você está incluso neste grupo, vá ao Android Market e baixe ele para dar uma olhada.
    Para mim que usa a moto para os deslocamentos diários (que não demoram mais que 30min), e não gosto de atender ligações enquanto estou pilotando, cai como uma luva.  Parabéns ao Ministério das Cidades e ao Denatran por investirem nesta idéia.

    Segue o site para maiores informações: http://www.paradapelavida.com.br/maos-no-volante/

Aplicativo Mãos no Volante para Android





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dicas para Viajar de Moto - A Moto

     Não vou recomendar qual o melhor tipo de moto ou cilindrada, porque já lí sobre gente que viajou por distâncias bem maiores que eu, em uma moto bem menor, a única diferença é o quão confortável (ou não) a viagem será.  Vou apenas compartilhar algumas informações que acho úteis sobre o que verificar na motocicleta:

    Se for fazer uma viagem mais longa, faça a revisão da moto e fale para o mecânico quantos quilômetros vai rodar, assim ele terá um cuidado maior, e poderá identificar e trocar algo que poderia dar problema durante o trajeto.  Ele poderá inclusive te dar dicas sobre a manutenção dela durante a viagem.  Não deixe para fazer a revisão no último dia que anteceda a viagem, afinal, o mecânico também é um ser humano e está sujeito a falhas (felizmente não somos máquinas), então, depois da revisão use a moto no dia-a-dia para garantir que tudo está no lugar.  Parece um pouco paranóico, mas ficar na estrada por causa da moto, com certeza vai te de deixar bem irritado.

     Antes de sair, e para viagens mais curtas, faça você mesmo uma verificação dos itens básicos de manutenção:

     1 - Óleo do motor;
     2 - Pneus;
     3 - Cabos;
     4 - Freios;
     5 - Relação;
     6 - Suspensão;
     7 - Elétrica;
     8 - Ferramentas.


1 - Óleo do motor.
     O nível do óleo não vou dizer como verificar, porque esta informação deve ser lida no Manual do Proprietário (e cada moto possui uma maneira diferente de aferir).  Nos que possuem vareta, uma informação importante é utilizar um pano que não solte "penugem", pode ser usado até um papel higiênico (com o óleo não muito quente obviamente).  Não se deve esquecer de verificar quando foi a última troca do óleo, e fazer as contas para ver se não está na hora de trocar novamente.

Nível de óleo do motor na vareta
Nível de óleo do motor na vareta

2 - Pneus.
     A pressão dos pneus também está no manual, mas procure uma borracharia pois além de garantir que apressão fique correta o borracheiro também poderá conferir o estado deles.  Normalmente o pneu possui alguns relevos nos sulcos que indicam o limite de desgaste (conhecido como T.W.I - Tread Wear Indicator), então fique de olho, porque se eles começarem a ficarem gastos (serem atingidos), está na hora de trocar o pneu.

Marcas de limite de uso do pneu (quase sendo atingido)
Marcas do limite de uso do pneu (quase sendo atingido)

3 - Cabos.
     Quanto aos cabos, sinta se ao serem acionados mostram muita resistência ou barulho, pois isto pode significar falta de lubrificação, ou até que estão partindo.


4 - Freios.
     O desgaste dos freios pode ser complicado para verificar.  O de lona, vai depender de algum indicador externo no freio (que também vai estar descrito no manual), já nos à pastilha algumas possuem um nível de desgaste nela mesma (que normalmente é difícil de ser visto).  A maioria delas costuma emitir um som alto quando estão chegando ao fim da sua vida útil, ou quando há algum problema (o que ajuda bastante), mas não dependa apenas disto.  Se sua moto possui freio com acionamento hidráulico, lembre-se que existe um nível de óleo mínimo para que o mesmo funcione bem, e este nível costuma ser fácil de conferir.

Marcas do limite de uso da lona de freio
Marcas do limite de uso da lona de freio (não devem ficar alinhadas)
Marca do limite de uso da pastilha de freio
Marca do limite de uso da pastilha de freio (vista de baixo)

     A relação pode variar de moto para moto.  Nas que são acionadas por corrente, o ideal é mante-la lubrificada, e caso apresente muito barulho precisa ser trocada, a coroa e o pinhão também não podem estar muito desgastados.  Algumas motos possuem correia ao invés da corrente, e ela não deve apresentar rachados muito grandes, pois significa que está prestes a partir, e não deve estar muito gasta.  Não importa qual a sua relação ela deve ser mantida bem justa, não em excesso para evitar que se rompa, nem frouxa para que não saia do lugar.  As que possuem transmissão por eixo cardã são as mais duráveis necessitando menos manutenção, mas lembre que ela possui um óleo lubricante e peças móveis que sofrem desgaste com os anos.

Relação da moto com folga (necessita troca)
Relação da moto com folga (necessita troca)

6 - Suspensão.
     Manter a suspensão com a manutenção em dia garante um rodar bem mais tranquilo e macio, verifique se a mesma não está vazando óleo, ou se não está demasiadamente macia, pois pode ser sinal de "fadiga" do sistema.  Algumas motos possuem regulagem nesse sistema, então, não esqueça de verificar se o ajuste está de acordo com o peso que você colocar nela.


7 - Elétrica.
     Esta é uma das partes mais fáceis de serem checadas, porém a mais difícil de fazer manutenção, ou seja, ao menor sinal de problema leve a moto a um eletricista.  Sempre verifique se os piscas, luz traseira, de freio e outros estão funcionando, verifique também se a altura dos faróis (alto e baixo) estão regulados de forma que você possa pilotar com segurança durante à noite.


8 - Ferramentas.
     Por último e não menos importante as ferramentas da motocicleta, que sem elas até o simples apertar de um parafuso se torna uma missão.  Concordo que as ferramentas que acompanham a motocicleta normalmente são só um "quebra galho", logo, recomendo ao motociclista montar seu próprio kit de ferramentas para viagem, mas isso vai ficar para um próximo post.

     Todos os itens aqui descritos (e muitos outros) estão no Manual do Proprietário, então, LEIA!
     Para os que acharam que é muita coisa para ser visto, acredite, não é! 
     E não esqueça de levar sua moto para uma revisão antes de viajar.


* Dúvidas ou sugestões são sempre bem vindas, então, fique à vontade para usar o formulário abaixo.