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quinta-feira, 1 de março de 2012

Mãos no Volante - Aplicativo Android

    Vou escrever sobre este aplicativo (Mãos no Volante) porque desta vez, na minha opinião, o "poder público" agiu de maneira inteligente.  Pelo nome talvez você esteja me achando louco, afinal, aplicativo para celular (smartphone) que tem Volante no nome, em um "blog de moto"?!?
    Calma que eu vou me explicar:
    Fiquei sabendo dele por um amigo e pelo nome também achei estranho, mas quando vi funcionando, achei ótimo.  O intuito dele é evitar que você receba ligações enquanto estiver pilotando/dirigindo, mas não é só isso.  Quando o aplicativo é iniciado, se alguém tentar te ligar ele encerra a chamada e na sequência envia uma mensagem SMS dizendo que você não pode atender no momento, mensagem esta que pode ser alterada, e no meu caso ele envia o seguinte: "Estou pilotando no momento. Ligo mais tarde".  Pode-se configurar também o tempo que ele vai ficar ativado (se quiser), para evitar esquecer ele ligado.
    Infelizmente ele está disponível somente para celulares com sistema Android, mas se você está incluso neste grupo, vá ao Android Market e baixe ele para dar uma olhada.
    Para mim que usa a moto para os deslocamentos diários (que não demoram mais que 30min), e não gosto de atender ligações enquanto estou pilotando, cai como uma luva.  Parabéns ao Ministério das Cidades e ao Denatran por investirem nesta idéia.

    Segue o site para maiores informações: http://www.paradapelavida.com.br/maos-no-volante/

Aplicativo Mãos no Volante para Android





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dicas para Viajar de Moto - A Moto

     Não vou recomendar qual o melhor tipo de moto ou cilindrada, porque já lí sobre gente que viajou por distâncias bem maiores que eu, em uma moto bem menor, a única diferença é o quão confortável (ou não) a viagem será.  Vou apenas compartilhar algumas informações que acho úteis sobre o que verificar na motocicleta:

    Se for fazer uma viagem mais longa, faça a revisão da moto e fale para o mecânico quantos quilômetros vai rodar, assim ele terá um cuidado maior, e poderá identificar e trocar algo que poderia dar problema durante o trajeto.  Ele poderá inclusive te dar dicas sobre a manutenção dela durante a viagem.  Não deixe para fazer a revisão no último dia que anteceda a viagem, afinal, o mecânico também é um ser humano e está sujeito a falhas (felizmente não somos máquinas), então, depois da revisão use a moto no dia-a-dia para garantir que tudo está no lugar.  Parece um pouco paranóico, mas ficar na estrada por causa da moto, com certeza vai te de deixar bem irritado.

     Antes de sair, e para viagens mais curtas, faça você mesmo uma verificação dos itens básicos de manutenção:

     1 - Óleo do motor;
     2 - Pneus;
     3 - Cabos;
     4 - Freios;
     5 - Relação;
     6 - Suspensão;
     7 - Elétrica;
     8 - Ferramentas.


1 - Óleo do motor.
     O nível do óleo não vou dizer como verificar, porque esta informação deve ser lida no Manual do Proprietário (e cada moto possui uma maneira diferente de aferir).  Nos que possuem vareta, uma informação importante é utilizar um pano que não solte "penugem", pode ser usado até um papel higiênico (com o óleo não muito quente obviamente).  Não se deve esquecer de verificar quando foi a última troca do óleo, e fazer as contas para ver se não está na hora de trocar novamente.

Nível de óleo do motor na vareta
Nível de óleo do motor na vareta

2 - Pneus.
     A pressão dos pneus também está no manual, mas procure uma borracharia pois além de garantir que apressão fique correta o borracheiro também poderá conferir o estado deles.  Normalmente o pneu possui alguns relevos nos sulcos que indicam o limite de desgaste (conhecido como T.W.I - Tread Wear Indicator), então fique de olho, porque se eles começarem a ficarem gastos (serem atingidos), está na hora de trocar o pneu.

Marcas de limite de uso do pneu (quase sendo atingido)
Marcas do limite de uso do pneu (quase sendo atingido)

3 - Cabos.
     Quanto aos cabos, sinta se ao serem acionados mostram muita resistência ou barulho, pois isto pode significar falta de lubrificação, ou até que estão partindo.


4 - Freios.
     O desgaste dos freios pode ser complicado para verificar.  O de lona, vai depender de algum indicador externo no freio (que também vai estar descrito no manual), já nos à pastilha algumas possuem um nível de desgaste nela mesma (que normalmente é difícil de ser visto).  A maioria delas costuma emitir um som alto quando estão chegando ao fim da sua vida útil, ou quando há algum problema (o que ajuda bastante), mas não dependa apenas disto.  Se sua moto possui freio com acionamento hidráulico, lembre-se que existe um nível de óleo mínimo para que o mesmo funcione bem, e este nível costuma ser fácil de conferir.

Marcas do limite de uso da lona de freio
Marcas do limite de uso da lona de freio (não devem ficar alinhadas)
Marca do limite de uso da pastilha de freio
Marca do limite de uso da pastilha de freio (vista de baixo)

     A relação pode variar de moto para moto.  Nas que são acionadas por corrente, o ideal é mante-la lubrificada, e caso apresente muito barulho precisa ser trocada, a coroa e o pinhão também não podem estar muito desgastados.  Algumas motos possuem correia ao invés da corrente, e ela não deve apresentar rachados muito grandes, pois significa que está prestes a partir, e não deve estar muito gasta.  Não importa qual a sua relação ela deve ser mantida bem justa, não em excesso para evitar que se rompa, nem frouxa para que não saia do lugar.  As que possuem transmissão por eixo cardã são as mais duráveis necessitando menos manutenção, mas lembre que ela possui um óleo lubricante e peças móveis que sofrem desgaste com os anos.

Relação da moto com folga (necessita troca)
Relação da moto com folga (necessita troca)

6 - Suspensão.
     Manter a suspensão com a manutenção em dia garante um rodar bem mais tranquilo e macio, verifique se a mesma não está vazando óleo, ou se não está demasiadamente macia, pois pode ser sinal de "fadiga" do sistema.  Algumas motos possuem regulagem nesse sistema, então, não esqueça de verificar se o ajuste está de acordo com o peso que você colocar nela.


7 - Elétrica.
     Esta é uma das partes mais fáceis de serem checadas, porém a mais difícil de fazer manutenção, ou seja, ao menor sinal de problema leve a moto a um eletricista.  Sempre verifique se os piscas, luz traseira, de freio e outros estão funcionando, verifique também se a altura dos faróis (alto e baixo) estão regulados de forma que você possa pilotar com segurança durante à noite.


8 - Ferramentas.
     Por último e não menos importante as ferramentas da motocicleta, que sem elas até o simples apertar de um parafuso se torna uma missão.  Concordo que as ferramentas que acompanham a motocicleta normalmente são só um "quebra galho", logo, recomendo ao motociclista montar seu próprio kit de ferramentas para viagem, mas isso vai ficar para um próximo post.

     Todos os itens aqui descritos (e muitos outros) estão no Manual do Proprietário, então, LEIA!
     Para os que acharam que é muita coisa para ser visto, acredite, não é! 
     E não esqueça de levar sua moto para uma revisão antes de viajar.


* Dúvidas ou sugestões são sempre bem vindas, então, fique à vontade para usar o formulário abaixo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Corredor – Mantenha Distância

    Utilizo minha moto também para o deslocamento diário o que faz com que, como muitos motociclistas, veja de tudo neste nosso “querido” trânsito brasileiro.  Hoje em especial, indo para o trabalho fui ultrapassado por um “motociclista” (outro vida-loca procurando um jeito de se arrebentar) que ao ficar na minha frente já pude observar que usava shorts, que é um ótimo item de segurança em trânsito intenso, e também ideal para pilotar na fria manhã Curitibana.  Para fechar com chave de ouro, uma criança engarupada e “grudada” nele, que nem preciso comentar o motivo.

    Na rodovia devido ao trânsito um pouco mais livre acabei passando ele, mas minha alegria não durou muito tempo, pois mais à frente estava completamente parado, então, utilizei o corredor.  Como sei do perigo e já tive muito susto ao andar por este “caminho”, costumo andar devagar, mas este nosso personagem que comentei agora à pouco, já estava atrás de mim acelerando e tentando passar a qualquer custo.  Meu sangue já ferveu por ver alguém pilotando com uma criança feito louco, mas continuei na minha “tocada” até que, ao ver um carro trocando rapidamente de faixa (graças à Deus tem gente que usa seta), freiei rapidamente, mesmo porque já estava andando bem devido à “fluidez” do corredor.

    Não preciso nem dizer que este nosso belo “motociclista”, que estava quase colado na minha traseira, se desesperou e para não bater em mim, acabou batendo no carro ao lado dele que estava parado no trânsito.  Como estávamos em baixa velocidade, olhei pelo retrovisor e percebi que não foi nada grave, mas provavelmente deve ter arranhado o carro, mas este nosso “personagem do dia” simplesmente continuou como se nada tivesse acontecido.

    Fiquei com uma vontade incrível de dar um belo sermão no miserável, mas o trânsito à frente seguiu seu fluxo e não tive a oportunidade de fazê-lo.  E é por causa deste gênero de motociclista, que todos os outros são tachados erroneamente.  Sempre falo isto: Moto não é perigoso, perigosos são os condutores (Seja moto, carro, etc.).